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Capítulo 21: Bosque de Bambú Sangrento

The Endless Night·Capítulo 21 de 21·~6 min de leitura

Atualizado: 2026-08-01 19:51

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Noite ténue. Montanhas se erguiam em silêncio — lariço, avelã, bétula, ramos nus segurando neve branca.

Qin Ming cruzou várias cristas. O terreno mudara. Isso já não era a zona exterior.

No caminho, passara abundante vida selvagem — animais de caça, pássaros cantando. Aqui, tudo silenciou. Só vento.

A reputação do bosque mantinha as criaturas afastadas.

No frio profundo do inverno, era silencioso. Quando as fontes de fogo se ativassem e as cobras caçassem, o silêncio seria absoluto.

Parou na boca de um vale e olhou para dentro.

Bosque de Bambú Sangrento. O bambu se erguia em massas densas — cada colmo e folha um carmesim translúcido, como coral crescendo da neve. Neve sobre vermelho. Lindo.

"Bom lugar," murmurou Qin Ming.

Ninguém vinha aqui por paisagem. A reputação das cobras mantinha até patrulheiros afastados.

Não havia brilho de fonte de fogo no vale. A fonte parecia morta.

Mas Qin Ming não entrou. O chão congelado provavelmente retinha calor residual. A fonte podia não estar totalmente extinta.

Circundou. Subiu a encosta. Do alto, escaneou o centro do vale.

Lá. Um brilho vermelho ténue — mal visível. Uma brasa.

Recuou. Foi a uma zona cheia de caça e pegou uma lebre de neve.

"Desculpa." Carregou a lebre gorda de volta à crista sobre o bosque. Arremessou — forte — em direção ao brilho vermelho no coração do vale.

A lebre atingiu a neve com um estrondo surdo. Perto da brasa. Muito perto.

Uma linha vermelha disparou. Cruzou a neve a velocidade impressionante. Perfurou a lebre pelo corpo.

O foco de Qin Ming se afiou até um fio de navalha. Ondas douradas cintilaram em sua pele. Seus olhos se fixaram no centro do vale.

Uma Cobra Sangue. Três pés de comprimento. Corpo como ferro refinado — capaz de voo breve, lançando-se como flecha para perfurar presa.

"Criatura difícil. E esta é pequena. Se aparecer algo de vários metros..." Franziu o cenho.

Pior: a cobra ainda estava ativa neste frio. Podia se mover por neve e gelo por períodos curtos. Não totalmente dormente.

Mais linhas vermelhas emergiram da brasa. Várias cobras pequenas — três, quatro pés cada. Estas não se dispararam como flechas. Rastejaram pela neve, chegaram à lebre, e cravaram suas cabeças de ferro no corpo.

Criaturas espirituais não seguiam regras ordinárias. O frio as afetava — mas não suficiente, não rápido suficiente.

"Suplemento invernal para vocês? Ração extra?" Qin Ming observou as cobras beber o sangue quente da lebre.

Alimentaram-se rápido — relutantes em ficar no frio. Logo recuaram em direção à brasa.

Duas não. Lançaram-se pelo bambu, escaneando. Patrulhando.

Depois uma cabeça maior emergiu da brasa. Língua vermelha cintilando. Sensando.

"Complicado." Estas criaturas eram fortes, alertas e muito mais perigosas que outros mutantes.

Considerou veneno — isca com toxina. Mas a cobra grande não mostrou interesse em se alimentar, e as pequenas sempre testavam a comida com uma primeiro. A abordagem não funcionaria.

Observou as duas exploradoras completarem seu circuito. A velocidade delas caiu notavelmente no final. Retornaram à brasa e desapareceram.

"O frio as afeta. Boas notícias." Desceu a encosta e partiu de volta.

Precisava trazer armas. Se entrasse no bosque, usaria três ou quatro camadas de armadura de patrulha. Uma perfuração de uma cabeça de cobra dura como ferro através da pele significava morte — Renascido ou não.

Voltou logo com as lanças de ferro e armaduras escondidas, ocultas perto do bosque.

"Para cobras, a lâmina de Fu Entao é melhor que o martelo." Armas pesadas esmagavam crânios — mas para serpentes finas e rápidas, uma lâmina afiada era a ferramenta certa.

Calculou. Quando a fonte se apagaria completamente? Quanto mais esperasse, mais fracas as cobras. Mas o tempo era curto — as negociações finais se fechariam em dias.

"Hoje as assustei. Estão alertas. Voltarei amanhã." Retirou-se. Cronograma apertado, mas um dia não importaria.

"Posso lidar com este ninho?" No caminho, pensou. Feng Yi'an e Shao Chengfeng queriam o bosque. Ele os matara todos. Mas não seria descuidado.

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Na trilha, viu movimento. Três aves grandes — não, três aves não voadoras massivas, correndo rápido pela mata. Cada uma levava um ginete.

Galos de Crista Dourada. Mais de dois metros, poderosamente construídos, capazes de transportar um humano por floresta acidentada a velocidade. Só Crista Dourada os criava.

Crista Dourada ficava longe. Uma fonte de fogo quase de segundo nível. Originalmente um forte de bandidos — depois absorvido. Seus galos eram tão úteis que até patrulheiros contratavam seus Cavaleiros Dourados para reconhecimento de montanha.

Três galos, três ginetes. Um usava armadura que brilhava — design fino, nada local. Não estilo de Crista Dourada.

"Cidade Chi Xia?" Qin Ming notou o design da armadura negra — diferente das famílias Cao, Wei e Mu. Outra casa.

Não se dirigiam ao bosque. Deixou passar.

Perto da borda da montanha, arrastando a presa, encontrou quatro Renascidos mais.

Dois usavam túnicas negras — tecido de fio metálico, cobrindo tudo incluindo os rostos. Não locais. Os outros dois eram aldeões — trintões, comuns.

Um dos locais sorriu. "Ei, irmão — sabe onde fica a fissura com o brilho prateado?"

Caçavam nodos. Os encapuzados provavelmente eram de Cidade Chi Xia.

"Reto por ali, três li." Qin Ming apontou. A fissura não era segredo.

"Nos guie. Lhe daremos uma Prata Noturna." O homem sorriu mais.

Qin Ming recuou. "Aquele lugar me assusta. Perigoso. E tenho pressa — não cacei em dias. Minha mãe está morrendo de fome."

"Vamos." Um dos encapuzados falou. Voz jovem.

Qin Ming virou para ir.

Depois o encapuzado disse: "Matem-no. Muita gente sabe que estamos aqui."

As palavras caíram como uma lâmina. Casuais. Uma vida sentenciada numa frase.

Qin Ming congelou. Conhecera Cao Long, Wei Zhirou, Mu Qing — nobres civis. O que pensassem de verdade, mantinham cortesia. Estes dois eram diferentes. Assassinato sem um pestanejar, delegado a locais contratados.

"Irmãos, todos somos daqui. Não podem fazer isso." Qin Ming tentou.

Um dos locais sorriu. "Desculpe. Servimos a Igreja do Três Olhos. Seguimos suas ordens."

Os dois avançaram.

Qin Ming se moveu. Um estouro de pantera — um borrão onde estivera. Sua mão esquerda levou a espada curta pelas gargantas de ambos os homens. Uma passada. Dois cortes.

Os homens da Igreja do Três Olhos colapsaram, sufocando. Esperavam um caçador assustado com uma pequena ovelha de rocha — não isto. Rápido demais para reagir.

Os encapuzados viram Qin Ming carregar. Viram o martelo negro-ouro sair das costas. Seus rostos mudaram.

Mão direita — martelo ao crânio de um. Mão esquerda — espada curta ao peito do outro.

Metal guinchou. Três corpos colidiram.

No primeiro intercâmbio, Qin Ming os leu. Um era Segundo Renascido. O outro — Nova Vida única. Sem ameaça.

Focou tudo no mais forte.

Antes de hoje, isto teria sido uma luta longa. Mas o manual transformara sua técnica. Não iluminação — um salto real e afiado.

A lâmina do Segundo Renascido quicou no martelo — seu braço morreu. O martelo voltou a uma velocidade que não podia acompanhar. Esmagou seu peito. Sangue brotou de sua boca. Acabou.

"Trocar lâminas comigo?" Qin Ming segurou o martelo com agarre de lâmina. Não olhou para o moribundo. Virou para o último.

O sobrevivente fora jogado para trás. Seu companheiro morto em segundos. Um garoto caçador — tão forte?

Correu.

"Lâmina Arremessada." O martelo voou. A cabeça do homem se desintegrou.

Qin Ming limpou rápido. Limpou o martelo com neve. Recolheu a presa. Partiu.

Inquietação. Muita gente nas montanhas — facções diferentes, agendas diferentes. Não podia deixar o bosque sem vigilância.

Após o jantar, voltou.

"Cada dia a fonte se atenua. Isso me ajuda. Mas tenho que vigiar competidores." Instalou-se para esperar.

Perto da noite profunda, foi. Ninguém atacaria na escuridão total — as cobras viam bem, Renascidos não.

Manhã seguinte, cedo. O brilho vermelho no centro do vale se desvanecera mais.

Bom. Esperaria um pouco mais. No mais tardar, ao fim da Noite Superficial de hoje.

Uma hora depois, toda a cordilheira se iluminou. Luz terrestre surgia — colunas radiantes, uma chuva de luz preenchendo o céu. O mundo ardeu.

Qin Ming observou. Lindo. O bambu vermelho e a neve branca juntos, banhados em luz que caía — deslumbrante.

Depois notou. Figuras se aproximando. Um grupo, movendo-se em direção ao bosque.

Não entrou em pânico. Esvaeceu na sombra. Que viessem. Se fossem atrás das cobras, podiam testar o ninho primeiro.

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