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Capítulo 41: Todo Homem Tem Sua Fraqueza

Roaming the Heavens·Capítulo 41 de 70·~6 min de leitura

Atualizado: 2026-08-01 20:27

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Depois que Jiang Chen saiu, uma porta oculta deslizou na parede atrás de Fang Zesheng. Dois guardas do clã arrastaram Fang Lin e o sentaram numa cadeira, ainda amarrado, com o orgulho quebrado de todas as maneiras possíveis.

A Torre de Observar a Lua pertencia ao clã Fang. Por isso Fang Heng havia escolhido aquele lugar para envenenar Jiang Chen.

Fang Zesheng ergueu a mão. Os guardas afrouxaram a mordaça e cortaram as cordas. Fang Lin não se moveu. Ficou sentado na cadeira como lama molhada.

Ele tinha ouvido toda a conversa, amordaçado e amarrado, vigiado pelos guardas. Não podia falar. Não podia se mover.

"Você viu tudo." disse Fang Zesheng. "Ele te venceu com habilidade real. Sem truques, sem artimanhas. Há um abismo entre você e Jiang Chen — nu, óbvio, e você nunca o viu."

Fang Lin não disse nada. Mas o olhar que deu ao pai era quase uma súplica: Por favor. Pare de falar.

"Você viu tudo." continuou Fang Zesheng. "Seu pai, por sua culpa, perdeu a cara."

Os olhos de Fang Lin se apagaram. A luz saiu deles.

Fang Zesheng se aproximou, segurou o queixo do filho e o forçou a levantar o rosto.

"Você viu tudo." disse Fang Zesheng. "Nosso clã, por sua culpa, é motivo de chacota."

Lágrimas escorreram pelo rosto de Fang Lin. Ele tentou detê-las, empurrá-las de volta — uma luta inútil, de cachorro, contra a própria fraqueza.

A voz de Fang Zesheng continuava: "Por você, cortei os recursos do seu primo. Por você, cedi benefício após benefício, só para comprar um lugar na academia interna. Por você, engoli todos os insultos. E você — diante da cidade inteira — virou uma piada. Agora se revira na autocomiseração como lixo. Você me transformou numa piada também!"

"Eu não queria — eu não queria—" Fang Lin balançou a cabeça, soluçando, e finalmente gritou: "Eu não queria nada disso!"

"Então prove para mim!" rugiu Fang Zesheng.

O homem de meia-idade — o que agora tinha o poder do clã em seus punhos — soltou a pressão. Segurou o rosto do filho com as duas mãos e disse, com suavidade: "Prove para mim... meu filho."

* * *

Ao sair da Torre de Observar a Lua, os passos de Jiang Chen não eram pesados.

Para ser honesto, desde que entrou na academia interna, ele havia parado de se preocupar com o que o clã Fang pudesse fazer. Dinheiro e poder não significavam nada diante da academia. Enquanto avançasse no cultivo, um dia teria um cargo no Estado de Zhuang — talvez até na capital, Xin'an. A nobreza local de Cidade do Bordo estava abaixo da sua preocupação.

Exceto por uma coisa: Fang Zesheng tinha mencionado An'an hoje. Isso despertou a intenção assassina em Jiang Chen.

Que o clã Fang fizesse o que quisesse com ele — ele suportaria. Mas se um único deles ousasse incomodar An'an na escola, ele não toleraria. O pai estava morto. A madrasta tinha se casado de novo. An'an não tinha ninguém além dele.

"Você está cheia? Ei — pare de se limpar na minha roupa!"

Jiang Chen afastou a cabeça de An'an do ombro. Ela estava grudada nele, esfregando escondida uma boca cheia de gordura na manga dele.

Jiang An'an piscou os olhos grandes. A boca dela já estava limpa, mas os lábios se franziram com total inocência: "Você nem limpa minhas mãos..."

Jiang Chen se rendeu na hora. Suspirou: "Olha para mim. Sobrou algum lugar limpo? Tudo bem. Pode continuar."

Ele tinha desistido.

As mãozinhas ocupadas de An'an limpavam e limpavam, e de repente ela lembrou de algo: "O que você disse agora pouco?"

"Eu te perguntei... ugh." Jiang Chen suspirou de novo e desembuchou: "Casa de Carne de Cordeiro do Cai?"

"Mm-hmm!" An'an assentiu com fúria. Subiu, agarrou o rosto do irmão com as duas mãos e puxou para a esquerda. "Por aqui!"

Jiang Chen se inclinou para trás, irritado. "Eu sei o caminho!"

An'an já estava pulando. "Vambora!"

Jiang Chen carregou An'an em direção à casa de carneiro.

"Ah, é verdade." An'an lembrou de um recado de verdade. "O professor quer que você vá à escola amanhã."

Jiang Chen franziu a testa. "Seu professor disse para quê?"

A pequena An'an pensou um pouco, afundou o rosto no peito do irmão e disse com voz abafada: "Não sei."

O coração de Jiang Chen afundou de preocupação.

* * *

Ao mesmo tempo, na mansão do senhor da cidade, acontecia uma conversa que apenas duas pessoas no mundo ouviriam: o Reitor Dong e Wei Lin.

"...Se eu estiver certo, com aquela isca, eles não vão resistir. No momento em que aqueles hereges aparecerem, fechamos a rede e os matamos a todos!" Wei Lin apertou o punho. "Esse é o plano todo."

"Plano sólido." assentiu o Reitor Dong, com o rosto imutável. "Mas duvido que funcione."

"Por quê?"

"Você acha—" o Reitor Dong o olhou com um olhar zombeteiro. "Que o pessoal que massacrou Vila do Bosquezinho vai voltar a entrar em Cidade do Bordo?"

"O que você quer dizer?"

"Eu não sei nada do seu Caminho do Osso, e não sei o que há de tão tentador na coisa que você tanto se esforçou para conseguir." disse o Reitor Dong. "Mas o Julgamento das Três Cidades é um evento importante. Esta cidade vai estar cheia de guardas. Aquela coisa vale o risco para eles? Tolos não poderiam ter sacrificado Vila do Bosquezinho debaixo dos nossos narizes. E você nem tem certeza de que são do Caminho do Osso, tem?"

"Então tentamos mesmo assim, Reitor Dong!" disse Wei Lin. "Vila do Bosquezinho é notícia velha. Esta prefeitura deve dar respostas!"

"Qual a sua certeza? Você apostaria a segurança de cada cidadão de Cidade do Bordo na sua confiança?"

"Cidade do Bordo é minha. Minha decisão está tomada!"

O Reitor Dong bateu na mesa e se levantou: "Cidade do Bordo pertence ao Estado de Zhuang!"

"Reitor Dong, pense." Wei Lin forçou o tom para baixo. "Em Qin. Em Jing. Até em Yong, ao lado. Eles conseguiriam fazer isso? Sacrificar uma vila inteira? Milhares de pessoas? Gerações de almas que deveriam descansar?

"O Palácio Aquático do Rio Claro mexe um dedo, e todos os exércitos do condado se mobilizam. Aparece um Demônio Devorador de Corações, e toda a polícia do condado corre para a caçada. Eles sabem tudo sobre nós. Nós não sabemos nada sobre eles!

"Você quer ver isso de novo? É hora. Temos que sondar o fundo disso."

Wei Lin afundou na cadeira. "Sim. Todos carregamos culpa. Os nomes que os mortos amaldiçoaram antes de morrer — o seu estaria lá, e o meu também."

A voz dele estava cansada: "Faremos do seu jeito. A academia vai cooperar. E se aqueles hereges realmente aparecerem de novo, deixe-me ver se o bem e o mal encontram sua recompensa."

"Se eles realmente são do Caminho do Osso, a Vela do Além deve significar muito para eles. Ela veio de... lá."

"De qualquer forma, desta vez vou te apoiar totalmente. Esperemos que o Julgamento das Três Cidades não vire piada para o condado inteiro."

"Eles podem vir, ou não. Esta prefeitura só pode tentar." murmurou Wei Lin, e mudou de assunto: "Aquele Zhu Weiwo — ele realmente não pode voltar? Não aconteceu nada com ele?"

"O campo de batalha dele não é aqui." O Reitor Dong virou a cabeça, como se pela janela pudesse ver algum canto distante do céu. "Ele é um homem destinado a brilhar na academia estadual. Uma vaga do julgamento seria desperdiçada nele. Quero que Zhang Yuan ganhe aquela vaga."

"Então Cidade do Bordo terá dois talentos da academia estadual. Você planejou tudo perfeitamente."

"Vou treiná-los com tudo o que tenho. Considere... uma pequena redenção."

Na sala escura, alguém suspirou.

A cadeira estava vazia.

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