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Capítulo 6: Liberdade

Cultivation Without Money·Capítulo 6 de 21·~5 min de leitura

Atualizado: 2026-08-01 17:45

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«Porra!»

Bum.

«Porra!»

Bum.

«Porra!»

Bum. Bum.

No esqueleto estripado do prédio abandonado, Zhang Yu se forçava pelas 36 Formas de Forja Corporal com cada praga servindo de pontuação — a única trilha sonora do seu sofrimento.

Terceira repetição. Os músculos gritavam.

Quarta. A sensação de rasgo foi mais fundo, até o tecido conectivo.

Quinta. Cada articulação parecia cheia de cacos de vidro.

A contagem regressiva ritual vinha toda vez que ele desacelerava. Toda vez que o corpo tentava desistir, aquela voz tonal iniciava sua marcha de morte de dez segundos, e a pressão se acumulava atrás das costelas, e ele encontrava mais uma repetição em algum lugar entre os escombros do próprio corpo.

Sexta. Sétima. Oitava.

Na nona, os membros tinham dormido. Já não conseguia senti-los — só uma consciência distante de que ainda estavam se movendo porque o concreto ainda tremia sob seus pés. A dor tinha transcendido para algo além de dor, um ruído branco que preenchia todo o sistema nervoso.

Décima.

As reservas de mana, já esgotadas pelo dia, tinham sido drenadas até a última gota e depois espremidas mais, forçadas a circular por fibras musculares arruinadas como sangue de pedra. Ele tinha torcido cada recurso que o corpo possuía. Não sobrava nada.

Desabou.

A contagem não voltou. O ritual, pela primeira vez, ficou satisfeito. Tinha considerado isso — este trapo de pessoa deitado no concreto frio à meia-noite — como esforço máximo genuíno.

Ficou ali, incapaz de se mover, e sentiu a habilidade cristalizar.

---

**36 Formas de Forja Corporal Nv. 2 (0/20)**

A melhora atingiu como um raio pelo sistema nervoso. Cada detalhe que ele tinha errado por três meses — cada ângulo sutil, cada erro de timing, cada respiração mal dosada — se reescreveu na memória muscular. A compreensão foi imediata e completa, como se alguém tivesse trocado uma fotografia borrada por um scan de alta resolução.

*Vinte repetições mais para o Nível 3*, pensou, olhando o Livro de Pena flutuando sobre a palma. *Neste ritmo, posso empurrar até o Nível 10. Além do teto. Além do que os garotos ricos alcançam com injeções e suplementos e refeições aprimoradas. Posso ficar em primeiro em força física do ano inteiro.*

O pensamento o aqueceu mais que qualquer cobertor. Sorriu ali, no concreto frio, e dormiu.

---

Acordou às cinco da manhã, como tinha acordado às cinco da manhã todos os dias desde que se matriculou na Songyang High. O corpo tinha sido condicionado como uma máquina.

Mas hoje, essa máquina estava quebrada. Cada músculo latejava. Os ossos doíam. As pálpebras pesavam cinquenta quilos.

*Mais cinco minutos. Só mais cinco minutos.*

Pavor frio. A voz.

«Por favor observe o contrato ritual. Trabalhe diligentemente para cumprir os desejos. Não folgue intencionalmente nem se atrase. 10.»

Abriu os olhos. Esperou. A contagem continuou.

«9.»

Não era alucinação.

«8.»

Então: *Não posso mais dormir. Nunca mais. Nem cinco minutos.*

Se arrastou para ficar de pé, praguejando baixo, e tropeçou para casa.

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Tomou banho. Pagou 323,4 yuans pela conta de água — o valor exato cravado no cérebro porque cada yuan importava agora. Vestiu o uniforme. Correu para o ponto de ônibus.

O painel dizia que o próximo ônibus chegaria em dez minutos. Dez minutos de pé. Dez minutos sem fazer nada.

Encostou-se num poste e fechou os olhos.

*Dez minutos. Só descansar.*

O próprio cérebro o traiu. O pensamento aflorou sem permissão: *Eu podia praticar durante essa espera. Dez minutos de treino.*

Pavor frio. A voz.

«Por favor observe o contrato ritual. Trabalhe diligentemente para cumprir os desejos. Não folgue intencionalmente nem se atrase. 10.»

*Monitora meus pensamentos. Sabe quando eu percebo que deveria estar trabalhando e não estou.*

Cercado por estranhos no ponto de ônibus — commuters de terno, estudantes de uniforme, um velho lendo jornal — Zhang Yu começou a executar as 36 Formas de Forja Corporal. As pessoas olhavam. Alguém se afastou. Uma idosa assentiu com aprovação, confundindo desespero com diligência.

Terminou meia repetição antes do ônibus chegar.

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Encontrou um assento. Um assento. No ônibus da manhã. Um milagre.

*Vou descansar. Fechar os olhos. Só até meu ponto.*

O cérebro, de novo: *Podia fazer exercícios de respiração. Sentado aqui sem fazer nada quando podia estar cultivando mana — isso é folgar.*

Pavor frio. A voz. A contagem.

Sentou-se reto, forçou a respiração no ritmo da Respiração Básica e começou a puxar energia espiritual do ar ao redor. Foi miserável. O ônibus era barulhento. Estava exausto. Cada instinto gritava por sono. Duas vezes o foco escorregou e a contagem recomeçou, estalando-o de volta.

Este era o verdadeiro horror. Não a contagem em si. Não a ameaça de carne explosiva. Era a realização inescapável:

*Enquanto este ritual estiver atado a mim, toda folga acabou. Todo descanso. Toda diversão. Toda alegria. Sem fins de semana. Sem feriados. Cada minuto da minha vida dedicado a estudo, treino, trabalho — a moenda interminável em direção ao segundo desejo.*

Pressionou as palmas contra as têmporas, e por um momento, deixou o desespero cobri-lo por completo.

*Vou virar uma pura máquina de aprender. Um animal de trabalho. Zero lazer. Zero escolha. Uma moeda por vida até essa pressão me esmagar até virar poeira.*

*Mesmo se eu alcançar a imortalidade — qual é o ponto? Mais anos de vida só significa mais anos de sofrimento.*

«Por favor observe o contrato ritual...»

A contagem o puxou de volta. Endireitou a coluna. Retomou o exercício de respiração. Os outros passageiros olhavam para o garoto estranho que ficava alternando entre crise existencial e meditação, mas ele já não se importava.

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E então, em algum lugar da miséria daquela viagem de ônibus, algo mudou.

Até esta manhã, Zhang Yu tinha estado à deriva. Ir para a escola. Tirar notas boas. Entrar na universidade. Essas eram metas do corpo original, não dele — inércia da vida de outra pessoa, ambição emprestada de memórias emprestadas.

Mas agora tinha uma meta própria.

Não cumprir os desejos. Não ficar rico. Não entrar numa grande seita.

Ficar forte o suficiente para arrancar este ritual de si mesmo e destruí-lo.

*Eu quero ser livre.*

As palavras se formaram na mente dele com clareza absoluta. Não a ambição herdada de um adolescente morto. Dele.

Zhang Yu queria liberdade.

E cultivadores que sabiam exatamente o que queriam — que queimavam por isso com cada fibra do ser — esses eram os cuja determinação nunca quebrava.

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