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Capítulo 101: Problemas por Causa de Dinheiro

A Record of a Mortal's Journey to Immortality·Capítulo 101 de 125·~6 min de leitura

Atualizado: 2026-08-20 01:30

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Han Li partiu de sua terra natal em direção ao sudeste, rumo direto a Lanzhou.

Na jornada, ora viajou em companhia de outros, atravessando cidades movimentadas juntos, ora caminhou sozinho por terras montanhosas e desoladas, buscando atalhos. Não houve nenhum perigo sério ao longo do caminho. O único incidente ocorreu quando pernoitou em algum lugar no campo selvagem e encontrou uns quantos lobos com fome desesperada — que acabaram se tornando seu jantar.

Durante toda a viagem, sem tempo a perder, atravessou outras duas províncias antes de finalmente chegar a Lanzhou com muito esforço.

Logo ao entrar nos limites de Lanzhou, Han Li ficou bastante surpreso com a rede de canais que se estendiam em todas as direções. É bom lembrar que a província de Yue, de onde vinha, era em sua maior parte composta por terras selvagens e montanhosas, com colinas e terrenos elevados. Não havia nem canais grandes nem lagos, e sequer riachos decentes existiam em abundância — a água vinha principalmente de poços e pequenos córregos.

Por isso, Han Li ficou extremamente interessado nos diversos tipos de barcos que navegavam naqueles canais. No final, vencido pela curiosidade, acabou alugando aquele pequeno barco e experimentou pela primeira vez a sensação de descer a correnteza.

Dez dias depois, Han Li chegou finalmente, com vento a favor, à Cidade Jiayuan mencionada na carta do Doutor Mo, pisando naquela pequena e insignificante doca.

A primeira impressão que aquela doca lhe deu foi de que estava demais.

Toda a doca fora construída com tábuas simples e rústicas. Não só o local era pequeno e precário, mas também estava cheio de cestos quebrados e sacolas furadas empilhados por toda parte, aparentando completa bagunça e sujeira. Nas duas únicas barracas de bambu erguidas na doca, dezenas de homens fortes permaneciam de pé — esses homens, na metade superior do corpo, ou estavam de peito nu ou vestiam apenas uma camisa curta, todos exalando uma atmosfera selvagem e perigosa.

Agora, todos aqueles homens olhavam para ele e Convocação da Alma sem pestanejar, e nos olhos de alguns podia-se perceber um brilho ansioso.

Han Li ficou paralisado por um instante, mas logo esboçou um leve sorriso.

Antes de desembarcar daquele pequeno barco, o barqueiro já o alertara atenciosamente que na doca de Cidade Jiayuan havia uma regra não escrita: qualquer mercador ou passageiro que desembarcasse, independentemente da quantidade de bagagens, precisava contratar um dos trabalhadores daquela doca para carregar suas coisas. Caso contrário, seria maltratado por esses trabalhadores — e quem sabe até apanhar.

Han Li, recém-chegado àquele lugar, não tinha intenção de quebrar as regras locais, então chamou de forma bem educada:

— Preciso contratar um carregador! Alguém quer vir?

Sun Ergou nesse momento já tinha desviado o olhar. Após um exame preliminar, concluíra que aquele jovem que acabara de desembarcar era provavelmente o filho de algum rico proprietário rural, e que aquele gigante certamente era um guarda-costas com alguma força bruta. Esse tipo de combinação aparecia em Cidade Jiayuan várias vezes ao ano — vinham apenas para se impressionar, gastar um pouco de dinheiro e depois voltar para exibir suas histórias. Portanto, não havia nada com o que se preocupar.

No entanto, essas pessoas também eram as que mais gostavam de bancar o rico e ser enganadas — um excelente saco de dinheiro! Bastava bajulá-las com algumas palavras agradáveis, e além do pagamento combinado pelo serviço, quase sempre davam uma gorjeta generosa. Para quem fosse escolhido, era um serviço bastante lucrativo.

Mas desta vez, o negócio não era para o lado deles. Segundo um acordo prévio entre ele e Urso Negro, os dois lados alternavam na hora de atender os clientes que chegassem. Ninguém podia disputar, e o tamanho ou a qualidade do negócio dependia da sorte de cada um. Como no dia anterior já haviam atendido um cliente, desta vez era a vez do pessoal de Urso Negro.

Pensando nisso, Sun Ergou lançou um olhar para o outro lado e viu que Urso Negro murmurou algumas palavras para seus subordinados ao redor. Um deles, então, saiu sorridente do grupo e avançou em direção ao jovem.

— Não vai dar, sozinho você não consegue carregar. Melhor chamar mais uma pessoa — Han Li observou aquele homem bastante robusto e depois olhou para a enorme carga nas costas de Convocação da Alma, balançando levemente a cabeça.

— Jovem senhor, uma carga dessas eu pego com uma mão só, não precisa de mais ninguém — O homem não queria dividir a gorjeta com mais alguém. Além disso, não acreditava que aquela carga, mesmo que, fosse pesada demais — a menos que estivesse cheia de pedras.

Dito isso, o homem caminhou até Convocação da Alma e, sem mais nem menos, tentou arrancar a carga de suas costas.

Han Li suspirou. Aquela carga continha milhares de taéis de prata, além de outras coisas diversas — seu peso era realmente considerável, e uma pessoa comum não conseguiria suportá-lo.

Mas vendo tanta disposição da parte do homem, sem outra opção, ordenou silenciosamente a Convocação da Alma que entregasse a carga, sem contestar.

Como esperado, assim que o robusto homem pegou a enorme carga, seu rosto mudou completamente. Com dificuldade, tentou carregá-la nas costas, mas após poucos passos já estava com o rosto vermelho, ofegante e sem fôlego. Envergonhado, precisou devolver a carga e voltar para buscar mais um companheiro.

Han Li, vendo que finalmente duas pessoas conseguiam levantar a carga, assentiu satisfeito e saiu da doca a passos apressados, seguindo pela estrada em direção à cidade.

Han Li não sabia, mas devido à sua falta de experiência com as artes do mundo, acabara de atrair o olhar de dois pares de olhos gananciosos, e estava prestes a se meter em problemas que não deveria ter provocado.

Sun Ergou observou a silhueta do jovem se distanciando, e finalmente desviou o olhar que quase estava babando. Contendo a surpresa e a alegria no coração, não pôde evitar lançar um olhar ao Urso Negro do outro lado. Ele sabia muito bem que a enorme riqueza escondida naquela carga não escaparia aos olhos do adversário.

Urso Negro também estava com expressão de surpresa alegre. Depois de hesitar um instante, fez um sinal para Sun Ergou. Este imediatamente entendeu e caminhou até uma pilha de lixo próxima. Diante de uma fortuna tão grande, mesmo que tivessem ódio mortal um do outro, Sun Ergou cooperaria — afinal, "o homem morre por dinheiro, o pássaro morre por comida".

— Cinquenta por cinquenta! — Sun Ergou foi direto ao assunto, em voz baixa.

— Trinta por setenta. Isso era originalmente o nosso negócio — Urso Negro recusou-se sem cerimônia.

— Quarenta por sessenta, não pode ser menos. Você deve saber que a razão que você acabou de dar não se sustenta — Sun Ergou, com rosto sombrio, acertou no ponto.

— Isso... — Urso Negro hesitou, óbvio que ainda custava a abrir mão daquela fatia extra.

— Heh! Se você continuar pensando, outros grupos logo vão avistar essa ovelha gorda — Sun Ergou soltou um "Hmph" frio e continuou.

— Tudo bem! Acertado. Bata na minha mão como promessa — Urso Negro foi claramente abalado pela ameaça e finalmente concordou.

— Tchap! Tchap! Tchap! — Sun Ergou e Urso Negro cuspiram cada um na própria palma da mão e depois bateram palma com palma três vezes, selando uma aliança temporária.

— Pronto, vamos rápido atrás deles antes que o moleque fuja para um lugar movimentado — Sun Ergou apressou-se.

— Heh heh! Pode ficar tranquilo, mandei meus dois subordinados conduzi-los pelo Beco da Água Negra. Chegando lá agora, daremos de cara com eles — Urso Negro soltou um sorriso traiçoeiro que não combinava com sua aparência.

— Perfeito! Que astúcia, meu irmão! — Sun Ergou mostrou surpresa no rosto, mas por dentro arrefeceu, redobrando sua desconfiança em relação a Urso Negro.

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