A cabeça de serpente mergulhou nas nuvens do gigante gasoso, e sangue divino pulverizou Su Yan, Yuan Qi e o sino. O sangue queimava onde tocava, inundando seus canais com poder selvagem e inesgotável.
Yuan Qi havia passado os minutos frenéticos montando um Reino Interior improvisado a partir dos tesouros da tumba imperial armazenados em seu ventre. Ele não sabia como ativá-lo — até que o sangue do Celestial encheu sua Piscina de Jade até transbordar. O poder irrompeu através de cada porta e palácio de seu corpo cultivado, conectando reinos que ele nunca sonhou em tocar.
Ele se levantou, rindo como trovão. "Hoje eu bebo o sangue de um deus! Eu luto pelos vivos!"
Ele carregou contra uma cabeça de serpente e foi prontamente abatido de volta, machucado e humilhado.
"Este reino é forte demais para você", disse Su Yan. Ele pegou o conjunto improvisado que Yuan Qi ofereceu e o pendurou sobre seus próprios ombros. O poder explodiu através dele — cada porta, cada torre, cada ponte dentro de seu corpo se incendiou aberta de uma vez. Ele ficou no limiar da Ascensão, armado com os ápices dos artífices da dinastia Qin.
O corpo de Longyuan inchou além do próprio gigante gasoso. Suas costas se racharam como um desfiladeiro, e dessa ferida jorraram centenas de serpentes — não dragões verdadeiros, mas apêndices da forma mutilada do Celestial. Seus dentes eram montanhas. Seus rugidos destroçavam o espaço.
"Eu era supremo!" gritaram as serpentes em uníssono. "Eu julgava mundos! E você — você me deixou com uma folha por cabeça!"
Su Yan riu. "Quer dizer, assim?"
Ele desapareceu. A luz de bordo sobre o pescoço de Longyuan foi cortada, decepada por um golpe que ponteou o vazio entre momentos.
"Era esse o corte?" chamou Su Yan, flutuando em meio ao caos. "O que acabou com você?"
Longyuan congelou. Então a raiva o consumiu. "Eu vou devorar seus ossos!"
As serpentes se lançaram. O sino expandiu-se, seu tom sacudindo o vazio, e colidiu com uma parede de presas. Su Yan dançou entre os golpes, o Castigo Celestial deixando um rastro de luz que decepava pescoço após pescoço. Cada cabeça caída se tornava uma estrela ardente, mergulhando em direção às profundezas do gigante gasoso.
Mas Longyuan ainda tinha um braço. Ele o levantou e golpeou.
O sino absorveu o golpe. Sua borda se dobrava. Sua superfície rachava. Ele resistiu.
"De novo!" rugiu Longyuan, e golpeou mais uma vez.
Uma raiz chicoteou do nada, envolveu Su Yan e o arrancou para fora. A árvore Fusang ergueu-se atrás dele, Jiang Qi em sua coroa, refugiados agarrando-se a seus galhos.
"Vão!" ofegou Su Yan, sangue jorrando de seus olhos e ouvidos. Ele desabou nos braços de Jiang Qi — então abriu os olhos, agarrou o Castigo Celestial e se levantou.
Sua voz havia mudado. Mais profunda. Mais antiga. Infinitamente certa.
"É minha vez."