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Capítulo 63: Boas Notícias, Más Notícias

Ascension Day·Capítulo 64 de 67·~5 min de leitura

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Su Yan e Veyon trocaram olhares. A esperança cintilou entre eles.

Servir a Zhou Qiyun era como servir a um tigre: imprevisível, mortal. Se o Imperador do Submundo e os imortais Nuo fantasma o acoitassem, mesmo que sobrevivesse, ficaria ferido demais para recapturá-los.

Era sua chance de escapar.

Outra onda de choque atingiu o sino. *Clang!* Foi arremessado pelo ar, girando de cabeça para baixo, caindo quem sabia onde.

"Está bem", disse Su Yan calmamente, como se tivesse visto isso antes. "O sino sempre se sai bem. Sino? Sino! Acorde... Não se preocupem, ele só desmaia às vezes."

O sino voou sobre montanhas, quicando, rolando, finalmente deslizando até parar.

Yuan Qi saiu rolando primeiro, ossos dispersos. As pernas de Su Yan tremeram ao emergir. Veyon sentou-se com força, dolorida demais para se levantar.

O Ancião Xiao apoiou-se no sino, vomitando.

O sino havia se agrandado para dez zhang de largura para protegê-los, sofrendo mais danos. Dormia, incapaz de encolher.

Su Yan o alimentou com qi e sangue. Sem resposta.

"Um cultivador de arte espacial o feriu gravemente", disse Su Yan a Veyon. "Os ferimentos externos sararam, mas os internos persistem."

Yuan Qi corrigiu: "O sino diz que 'pega emprestado' seu qi."

Su Yan remontou os ossos de Yuan Qi. "Ele continua pegando emprestado meu qi para curar. Este sono não deve ser grave."

Veyon ajudou a mover a serpente. "Como o levamos se ele não acorda?"

"O sino se preparou para isso." Su Yan caminhou trinta passos. Nada acontececeu. Deu outro passo. O sino tocou e o seguiu.

Correu. O sino o perseguiu, levantando nuvens de poeira. Yuan Qi, Veyon e o Ancião Xiao tossiram, apressando-se à frente.

Espíritos do submundo observaram confusos. "Um fantasma sino? Que tipo de fantasma é esse?"

"O mundo ficou louco."

Nunca estiveram ali antes. Caminharam em direção ao Salão dos Deuses, mas as montanhas do submundo os desorientaram. Estavam perdidos.

Su Yan olhou para cima. Escuridão. A névoa cobria o solo, espessa como leite, chegando até suas coxas. Uma lua crescente pendia sobre os galhos de salgueiro.

Canalizou qi de espada e disparou para cima. O sino o seguiu.

Yuan Qi e o Ancião Xiao olharam para cima enquanto Su Yan se tornava um traço de luz, o sino atrás. Outra luz seguiu: Veyon.

Ficaram suspensos, a luz de espada diminuindo. Montanhas se estendiam em todas as direções, engolidas pela névoa. A Corte do Submundo havia desaparecido.

Veyon pousou. "Duas notícias. Boa: Zhou Qiyun não pode nos encontrar. Má: Nós também não podemos encontrá-lo. Estamos perdidos."

Su Yan pousou. O sino caiu no chão com estrondo ensurdecedor.

Algo se dispersou na névoa: pequeno, numeroso, assustado pelo som.

O Ancião Xiao gritou, canalizando qi e consciência divina. A névoa se esvaziou de uma área de cem mu.

Pequenos fantasmas pálidos apareceram: como crianças de três anos, pele branca, usando apenas shorts brancos. Corriam de quatro, rápidos como macacos.

"Apenas fantasmas menores." O Ancião Xiao relaxou.

Risadas ecoaram da névoa.

Salgueiros os cercavam, galhos balançando. Os fantasmas escalavam como macacos, agachados nos galhos, rindo deles.

"Onde estamos?" Yuan Qi bocejou. "Estou exausto."

Su Yan parou. "Talvez devêssemos esperar por Zhou Qiyun... Yuan Qi?"

Veyon se virou. A serpente maciça definhou até pele e ossos. Fantasminhas brancos cobriam suas costas, sugando sua energia yang. Outros sopravam suas três chamas yang: duas já estavam apagadas.

A última chama queimava sobre sua cabeça, trêmula, prestes a se apagar.

O Ancião Xiao tinha um em seu pescoço, mãozinhas cobrindo seus olhos. Falava com um salgueiro, achando que era ele mesmo.

"Cegado por fantasmas!" Veyon ofegou.

Su Yan alcançou o fantasma no Ancião Xiao. Sua mão passou através: espectral, sem forma física. Não havia estudado artes Nuo direcionadas à alma.

Dois fantasmas escalaram as costas de Veyon. Um cobriu seus olhos. Outro tapou suas orelhas. Mais sopravam suas chamas dos ombros.

"Irmão Yuan, conhece técnicas de alma?"

Veyon não podia ouvir nem ver.

Os fantasmas evitavam Su Yan completamente. Ele lembrou: havia consumido incontáveis Pílulas do Espírito Miriad. Sua alma condensara-se em um verdadeiro espírito indestrutível. Havia empunhado o Chicote Açoitador de Almas contra deuses.

*Minha alma é forte demais. Eles me temem. Mas como a uso?*

Canalizou o Grande Arte Daoyin da Unidade, sentindo sua alma, lembrando como o toque do sino havia sacudido sua alma livre antes.

Yuan Qi desabou, boca aberta, dormindo. Os fantasmas continuavam soprando sua chama final.

O Ancião Xiao atacou um salgueiro, brutalmente, achando que era um inimigo.

Veyon ficou quieta, sabendo que qualquer coisa que fizesse seria errada.

O senso de alma de Su Yan intensificou-se. Pressionou um dedo contra a testa.

Seu corpo caiu. Sua alma se separou, olhando para trás para si mesmo.

Rugiu. A luz do verdadeiro espírito indestrutível irrompeu para fora.

*Whoosh—*

As crianças fantasmas gritaram, retorcendo-se, caindo de Yuan Qi, Veyon e o Ancião Xiao.

Su Yan canalizou o Arte da Unidade através de sua alma, brilhando mais. Os fantasmas encolheram-se, gemendo.

Verificou Yuan Qi: a chama final ainda queimava. Veyon e o Ancião Xiao estavam conscientes.

Relaxou. A luz diminuiu. Os fantasmas se arrastaram, rostos temerosos, sussurrando apaziguamentos em língua fantasmagórica, recuando lentamente.

Aqueles que roubaram yang pularam de volta sobre Yuan Qi, vomitando a energia nele. Suas chamas apagadas reacenderam.

Olharam para Su Yan, sorrindo nervosamente, tagarelando, desvanecendo-se na névoa.

"Os valentões temem a força." Su Yan balançou a cabeça e acordou Yuan Qi.

"O que aconteceu? Por que adormeci?"

Um cultivador do estágio de Quebra de Portas e um grande mestre Nuo, quase mortos por fantasmas que pareciam frágeis. Su Yan ficou alerta.

"Este lugar está errado. Fiquem perto. Saímos destes salgueiros!"

Na Corte do Submundo, Zhou Qiyun avançou através dos ataques dos imortais Nuo fantasma, passo a passo, alcançando as escadas finais do Grande Salão. Seu qi irrompeu, sacudindo os paraísos.

Os imortais Nuo fantasma pararam, com medo de danificar seus próprios reinos.

O Imperador do Submundo cessou seu ataque.

Zhou Qiyun entrou. Dentro, um ser celestial refinado sentava-se: sua testa marcada por uma ferida de espada através do crânio.

Um cadáver. Seu Espírito Primordial pairava atrás dele.

"Mestre Zhou, sua força supera o auge do Imperador Supremo. Você funde cultivo e artes Nuo com verdadeira postura de grande mestre."

O Imperador continuou: "Sua vida útil está esgotando-se. Se busca usurpar o poder, abdicarei."

Zhou Qiyun sentou-se frente a ele. "Não busco poder."

"Então, como o Imperador Supremo, quer um tratado? O mundo dos vivos seu, o submundo meu."

"Também não venho pelo mundo dos vivos."

O rosto do Imperador ficou sério. "Então por quê?"

Zhou Qiyun falou cada palavra deliberadamente: "Quero transcender a tribulação. Quero ascender."

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