Su Yan pegou Avia antes que ela atingisse o chão. Ele queimou qi para invocar a técnica da Ascensão pela Escada de Nuvens, depois mudou no meio do voo para a Arte de Controle da Espada. Uma lâmina de luz os levou de volta ao Palácio Fênix.
Ela acordou sob um edredom, sua respiração estável. Su Yan havia usado sua vitalidade da Pílula de Barro para curá-la.
"Seu selo não se parece em nada com o meu", disse ela, sentando-se. "Não deveria ter tentado. Quem o colocou sentirá a perturbação. Devo ir."
Ela fez as malas rapidamente. "Eu te vi há três mil anos, nesta mesma montanha. Você parecia o mesmo, só mais jovem."
Su Yan a encarou. Três mil anos? Impossível.
"Eu acabara de nascer então", disse ela. "O mundo se retorceu. A escuridão devorou tudo. Quando acordei, haviam passado três mil anos."
Ela voou pela janela em um raio de luz arco-íris.
Um muro invisível bloqueou seu caminho—um tabuleiro de xadrez de luz ciano que se estendia pelo céu. Dedos massivos desceram, cada um segurando uma pedra do tamanho de uma montanha. Ela desviou para a esquerda, direita, cima, baixo. As peças caíam mais rápido, encurralando-a.
Então uma voz chamou: "Esta partida terminou."
O tabuleiro desvaneceu. Abaixo, um ancião de branco e uma mulher de negro estavam sentados a uma mesa de pedra. Avia aterrisou, curvou-se profundamente e fugiu.
"Não se meta de novo", disse o ancião sem levantar o olhar.
De volta ao palácio, Su Yan esperava. O mestre do selo viria. Ele tinha certeza.
Batidas soaram no portão.
Lá fora estava o mesmo ancião de rosto aflito de antes, cheirando a incenso.
"Chá?" perguntou Su Yan secamente.
"Receio que sim."
Su Yan se afastou. "Não posso lutar contra você. Melhor beber."
O ancião aqueceu água com uma chama que fez o sangue de Su Yan gelar—Fogo Yang Puro. O mesmo fogo que Su Yan manipulava. A resistência era inútil.
Ele bebeu dez xícaras.
O ancião sorriu, suas rugas suavizando. "Da última vez eu contei a história de Chen Mianzhu, o Imortal Nuo de branco, devorado por seus próprios patronos. Desta vez, algo mais divertido."
Ele riu, mostrando dentes demais. "Esta caverna celestial? Todos pensaram que a luz de ascensão era um caminho para a imortalidade. Todos morreram. Cada um deles. Um homem com olhos imortais olhou mais de perto e viu a verdade: aquela luz são os restos do primeiro pobre tolo que foi fulminado. Seu corpo e alma, despedaçados em cores bonitas."
Su Yan desabou para frente, roncando como uma criança.
"Engraçado, não é?" O ancião recolheu suas coisas e foi embora.
Uma grande campainha se chocou contra a janela. "A-Yan! Você está bem?"
Su Yan bocejou e sentou-se. "Campainha? Por que estou dormindo?"
O ancião congelou no galho de fora. Seu sorriso azedou.
Algo havia dado terrivelmente errado.