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Chapter 26: Arm-Thick

Tales of the Pastoral Deity·Capítulo 26 de 48·~7 min de leitura

Atualizado: 2026-08-10 22:14

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Todos os presentes na forja ficaram congelados de espanto.

O qi do Corpo Supremo de Qin Mu agora tinha um atributo—e era o do fogo, inconfundivelmente o qi do Pássaro Vermelho.

O Surdo estava prestes a vibrar quando o Chefe da Aldeia disse: "Surdo, guarde a alegria um instante. Mu'er, observe agora a água; não pense em nada."

Qin Mu fez o que lhe fora pedido. Em seu Tesouro Divino do Embrião Espiritual o qi se converteu num regato gorgolejante que temperava seu Embrião. A minúscula forja estava abarrotada de aldeões que correra ao ouvir a notícia—o Velho Ma, o Coxo, o Carniceiro, o boticário, o Cego—todos contemplando Qin Mu, sem ousar respirar em voz alta.

A voz do Chefe lhe chegou: "Você se lembra da arte da lança que o Cego lhe ensinou? Imagine uma lança em sua mão e desfira uma estocada!"

Qin Mu ergueu a mão e desferiu. A ponta cintilou, traçando grande círculo após círculo—e no instante daquela estocada com as mãos vazias, seu qi brotou como um vapor branquíssimo que formou uma longa lança em sua própria mão, enquanto soava o rugido da água, e o vapor se enroscou como um dragão d'água.

"Está feito, está feito!" O Velho Ma chorou de alegria, as lágrimas rolando: "Enfim está feito, depois de tantos anos de trabalho... Mu'er, você cresceu..." Não pôde deixar de virar a cabeça para o lado, enxugando as lágrimas com seu único braço.

O Coxo usava um sorriso simples e honesto: "Nosso Mu'er já pode sobreviver no grande Ermo... caramba, Velho Ma, pare de enxugar os olhos, que você vai me fazer chorar também! A Avó Si foi comprar coisas na Cidade de Xianglong—se estivesse, seria ela a soluçar mais alto!"

"E de que chorar?" O boticário estava com os olhos vermelhos, mas riu: "Rir é que devemos! Mesmo que um dia morramos de velhice, Mu'er poderá seguir vivendo por conta própria. É a maior das venturas!"

"Exato!" O Surdo soltou uma gargalhada: "Boticário, nunca lhe regateei respeito, mas essa sua frase ganha o meu!"

A forja tremeu com umas risadas que ecoaram até os próprios céus, e Qin Mu contemplou esses velhos animados, uma onda quente surgindo em seu peito. Esses anciãos, cada um manco de alguma parte, ferozes e terríveis à vista—eram sua família, sua família mais querida!

De repente, uma voz soou de fora da porta—a Avó Si rindo: "Que é que vocês, velhos carcaças, estão cacarejando aqui como uma malta de fantasmas?"

Qin Mu ficou assombrado e jubiloso. A Avó Si enfim voltara da Cidade de Xianglong! Não demorou para o Coxo soltar a grande novidade, e a Avó também ficou surpresa e encantada, com os olhos vermelhos enquanto sorria: "Mu'er enfim cresceu... isto são boas novas..." Ela pensou nos onze anos em que trabalhara sobre ele, lágrima após lágrima, e se sentou enxugando os olhos: "Se um dia morrermos, Mu'er poderá viver enfim... não me toquem, tenho os olhos grandes e o vento me soprou areia."

O Chefe soltou em silêncio um suspiro. A nuvem escura que lhe pesava enfim se dissipou: agora que o qi carregava um atributo, Qin Mu podia usá-lo e fazê-lo desatar seu poder, confirmando sua identidade de "Corpo Supremo"—e uma crise que pairava sobre a aldeia fora conjurada.

Ainda assim, o Chefe não podia deixar de se perguntar: como o qi adquirira atributos tão de repente? E estranho além de toda medida, ambos a um tempo: água E fogo! Sabia que um corpo espiritual carrega um único atributo, nunca dois. Qin Mu era de talento comum, e no entanto carregava dois, e dois que não podiam ficar juntos.

"Será que os plebeus, ao despertar seu Embrião, se tornam todos corpos espirituais duplos?" Ficou aturdido: "O que o Mudo lhe ensinou? Qualquer homem comum poderia fazer o mesmo?"

Ele sabia que os aldeões tinham esgotado todos os meios: o boticário com o sustento medicinal, o Coxo, o Carniceiro e o Velho Ma com treino frenético, o Cego quase entregando seu olho espiritual, o Surdo querendo que ele entrasse na Via através da pintura. Mas o que o Mudo fizera, o Chefe não podia dizer. Jamais lhe teria passado pela cabeça que seria o Mudo quem, enfim, desataria o poder do qi do Corpo Supremo. Tudo o que sabia era que o Mudo mandava observar o fogo e a água—e como isso funcionava era um mistério.

O Mudo era o ferreiro da aldeia, que jamais mostrava seu gênio. Na aldeia, o Cego era o mais chamativo, o Carniceiro o mais ostentoso, o Velho Ma o mais cordial por baixo do rosto frio, o Coxo o mais maquinador por trás do sorriso, o boticário o mais confiável, o Surdo o mais livre de desejos, a Avó Si a mais volúvel—e o Mudo, o mais lerdo. Dele o Chefe quase nada sabia, só que lhe cortaram a língua e que forjava armas com maestria. No entanto, por dar ao qi de Qin Mu o seu poder, o nível do Mudo era quase com certeza o mais alto da aldeia—depois do próprio Chefe.

"Mu'er, você já consegue refinar o qi em fios?" perguntou a Avó.

Qin Mu tentou reunir seu qi num fino fio—e no instante seguinte jorrou de seu corpo, da grossura de um braço e envolto em chamas. Esse "fio de qi" grosso e volumoso levantou a faca de matar porcos e, num único golpe, fendeu um poste tão grosso quanto um balde, com um poder aterrorizante!

Os aldeões contemplaram aquele fio da grossura de um braço, sem palavras. Por mais potente que fosse, refinar o qi em fios significava fazer um fio fino e delicado—ágil, versátil, capaz de governar uma espada tesourada. O de Qin Mu dificilmente merecia o nome de fio—merecia antes o nome de braço de qi. E um fio tão grosso consumia enormemente seu qi.

O Coxo coçou a cabeça: "Acho que um braço de qi também não é ruim. É como ganhar um braço extra, e numa briga golpearia com ferocidade."

A Avó negou: "Um fio de qi é muito mais ágil. Um braço de qi é grosso e rijo demais. Mu'er, refine seu qi em fios o quanto antes."

Qin Mu assentiu. Só enquanto observava o fogo podia dar a seu qi o atributo do fogo; contanto que não o observasse, seu qi continuava comum. E observar a chama ao mesmo tempo que refinava o qi em fios ainda era difícil para ele.

O Chefe e os outros viram o problema também: Qin Mu só podia tirar o fogo enquanto observava o fogo, a água só enquanto observava a água—uma desvantagem nefasta em batalha, pois o inimigo jamais lhe daria o ócio! Tinham crido os dois atributos enormemente formidáveis; agora já não estavam tão certos.

"Ah, ah!" O Mudo gesticulou, sorrindo com honestidade.

O Surdo entendeu e riu: "O Mudo tem razão. Mu'er acabou de achar o truque. A prática leva à perfeição—com certeza vai dominar!"

Um qi com dois atributos era como despertar a um tempo um corpo da Tartaruga Negra e um corpo do Pássaro Vermelho: fogo quando observava o fogo, água quando observava a água.

Pela aldeia, Qin Mu brandia um fio da grossura de um braço para praticar a Arte da Faca de Matar Porcos do Carniceiro, a lâmina revolteando e mergulhando até às vezes quase fender o próprio Qin Mu ao meio; sempre que espreitava o perigo, o Cego erguia seu bastão de bambu para desviar a faca. Governar a espada com qi deve ser cultivado passo a passo e era perigosíssimo. A arte do Carniceiro era da escola de técnicas marciais; embora tivesse absorvido alguns méritos da escola de artes divinas, as duas diferiam enormemente. Os Oito Movimentos do Trovão do Velho Ma eram de pura escola de técnicas marciais; a Arte Demoníaca da Criação da Avó era feitiçaria; as artes de perna do Coxo, o bastão do Cego, a pintura do Surdo, a alquimia do boticário, a forja do Mudo—nenhuma podia servir para treinar o governar a espada com qi. Então a Qin Mu não restava outra coisa senão a perigosa Arte da Faca de Matar Porcos.

Na beira da aldeia, o Chefe tomava sol preguiçosamente, o boticário ao seu lado. Lançando o olhar para trás ao treino desesperado de Qin Mu, o boticário disse: "O Cego passou seu olho espiritual para o Mu'er, o Carniceiro sua arte da faca, o Coxo sua arte de perna, o Surdo sua pintura... e você, Chefe da Aldeia?"

O Chefe virou a cabeça.

O boticário pressionava: "Nenhum de nós é profundo no governar a espada com qi. Sua visão e sua destreza superam qualquer um de nós. Por que não transmite? Que arte de espada no mundo inteiro pode ser mais forte que a sua?"

O Chefe mergulhou na melancolia: "Eu transmitiria," disse baixinho, "mas Mu'er não pode carregá-la. Nem quando tinha os quatro membros pude carregá-la eu, ou não teria precisado me esconder no grande Ermo... Você sabe como perdi as mãos e os pés?"

O boticário balançou a cabeça.

"Foi uma ferida de espada." O Chefe ergueu a cabeça, com o rosto inexpressivo: "Minhas mãos e meus pés foram talhados por uma espada. Transmitir minha arte é carregar a minha responsabilidade. Eu não consigo suportá-la—e ele, como está agora, menos ainda."

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